terça-feira, 22 de novembro de 2011

in_o_ & aqui_o_: vou

in_o_ & aqui_o_: vou: vou encher essa porra de textos. vou povoar isso aqui de palavras. vou rechear essa tela de estórias. vou fazer transbordar essa naba. vou p...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

a fonte Georgia

Não sei porque inventei de postar os escritos deste blog com a fonte Georgia. É cansativa de ler. Um tanto over. Trunca a leitura. Dizem que letra desenhada é sinal de vaidade. Não segui minha natureza minimal ao escolher a Georgia.  Segui minha vaidade, talvez? Enfim. Veja como a palavra Vaidade parece bem mais vaidosa em Georgia. Compara: Vaidade - Vaidade - Vaidade.

Se um dia inventarem um comando que altere a fonte em todas as postagens de uma vez só, trocarei na hora. E pela fonte Padrão: Georgia, para mim, já está parecendo um lugar. Art Noveau.   

hoje [blush]

acordei irritada com o telefone que tocava de dez em dez minutos a cerca de uma hora. na primeira chamada imaginei que fosse engano. na segunda, que fosse algum vendedor. na terceira, que fosse o vendedor de novo. na quarta, que fosse o vendedor de novo de novo. na quinta, comecei a me preocupar. na sexta, levantei da cama indignada e atendi já entendendo: era o despertador, cumprindo sua função, seu serviço, suas responsabilidades. resultado: não tive moral para jogá-lo na parede.    

Não [blush]

Não me perguntes onde fica o alegrete se estiveres com o mapa na mão.

saca? [blush adaptado]

chega um ponto na vida que se for para ser, já é. saca? é a concomitância. saca? não há futuro. saca? nem passado. saca? o presente é a única coisa verdadeira que existe. saco.

mada

madam, not yet mada m

os pêlos migram

com o passar dos anos

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

dia estranho

durmo ininterruptamente por mais de doze horas. acordo confusa. parece que a bagunça do tempo desorganiza o espaço. caminho pela casa. está tudo fora do lugar. a geladeira está cheia de restos. bebo meio litro de suco de maçã. paro em frente à janela. observo a rua. a luz está boa para fotografar. as flores brancas se abriram. as formigas cortadeiras desapareceram. a trepadeira está abraçando o poste de luz. a caixa de correio está vazia. as contas estão em dia. que estranho.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

das quatro

quatro amigas criaram um blog para escrever trechos de filosofanças conversadas, auto-ajudas compartilháveis, quase-ficções e palavras ao vento. fizeram um email, criaram o blog e esqueceram a senha - do email e do blog. coisa linda! das quatro restou só um neurônio.

Haham

- Como você explica toda essa repercussão?
- Eu não explico porque não tem explicação. As coisas aconteceram.
- Como assim?
- Um belo dia tornou-se perceptível que as pessoas me ouviam. Desde o início.
- Haham. [silêncio]. Não peguei. Dá pra repetir?
- Haham.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

ö

não há ressaca, não há gravidez, não há empanturramento, não há passeio de barco. só há a náusea.

nevrótica

Neurótica e com os nervos à flor da pele, Jasinta chegou na recepção e pronunciou: "eu quero um quarto bem escuro, com água de côco no frigobar e lençóis de algodão". 

Assim foi, e deitou-se na escuridão macia sentindo o gosto do côco verde se espalhar pelo corpo até chegar ao dedão do pé.